No âmbito do projeto VR4Empathy dinamizado pela Direção-Geral da Educação, e tendo o Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, através do Projeto UNESCO “Dever de Memória” jovens pelos Direitos Humanos, escolhido como escola piloto nesta iniciativa, foi concluído em contexto sala de aula, envolvendo vários docentes capacitados para o efeito, que dinamizaram a exploração do material de realidade virtual, com os alunos das turmas do 9ºA na disciplina de Educação Visual e turmas do 10ºB, 11º C, 12ºB do curso Cientifico-Humanístico de Artes Visuais, uma mais-valia na formação educativa e pedagógica dos mesmos para realização de tarefa em contexto da disciplina de Desenho A e área da Cidadania.
Assim, foi partilhado com os alunos o contexto do Projeto VR4Empathy, iniciado no final de 2023 que reúne para além de Portugal, a Eslovénia, a Grécia e a Dinamarca com a empresa KHORA, consórcio a desenvolver o WP3 e filmes de Realidade Virtual, resumindo as várias fases desenvolvidas, desde a produção dos guiões para a RV por parte de professores de Portugal, da Grécia e da Eslovénia orientados por parte dos Ministérios da Educação destes países, e orientados por temas transversais para futura partilha e divulgação, que vão desde a arte, a cultura, a biodiversidade/sustentabilidade e os Direitos Humanos. Desta forma, o tema escolhido e explorado por Portugal foi “Os refugiados durante a 2º Guerra Mundial – Holocausto”, com foco nos Heróis da Humanidade – honrando os Justos entre as Nações, no qual se centrou o nosso Humanista Aristides de Sousa Mendes e a sua ação Humanitária em contexto da 2ª Guerra Mundial e Holocausto.
Numa pequena demonstração, os alunos foram desafiados a percorrer os vários vídeos integrantes nos óculos disponibilizados para o efeito, sendo que no final, para alem do suporte a atividade, os alunos realizaram um relatório e integraram uma reunião “em mesa-redonda” para partilhar o feedback das novas ferramentas em contexto de sala de aula, sendo referido que:
– O geral dos alunos adorou a experiência, reconhecendo a possibilidade de “viajar” e integrar novos espaços, que embora virtuais, os acrescenta em bagagem cultural e conhecimento, sendo reconhecido o seu uso como uma dinâmica a integrar em contexto de aprendizagem nas mais variadas áreas do conhecimento.
“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”
Rubem Alves
Texto- Josefa Reis
Fotos/Josefa Reis e Isabel Várzeas