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No passado dia 25 de janeiro o A.E. de Carregal do Sal participou com 32 alunos (19 da EB Aristides de Sousa Mendes e 13 da Escola Secundária de Carregal do Sal) no terceiro torneio de divulgação de Badminton da Federação Portuguesa de Badminton, organizado pelo  Clube Academia de Badminton Regional e Inclusiva da Lousã. Participaram ainda o Clube da Académica e o Clube de Oliveira de Frades.

Realçam-se os resultados alcançados pelos nosso discentes: 14 alunos ficaram nos 8 primeiros lugares, João Sousa e Maria Madalena Jesus que alcançaram o 1º lugar, Gil Batista e Carolina Marques que ficaram em 2º lugar, Mónica Barros, Constança Lopes e Mateus Gonçalves que ficaram em 4º lugar.

Para 10 alunos da EB Aristides de Sousa Mendes a participação neste torneio de badminton foi uma estreia; para todos este foi um dia de prática desta modalidade bem passado e de salutar convívio.

Está de parabéns o Clube Academia de Badminton Regional e Inclusiva da Lousã pela boa organização e pela receção feita a todos os participantes.

À Câmara Municipal de Carregal do Sal deixamos um agradecimento pela cedência do autocarro, que possibilitou a estes 32 jovens a participação neste torneio. A todos o nosso muito obrigado.

segunda, 03 fevereiro 2020 11:10

Painel Ser Voluntário é DAR-te

No âmbito do Projeto UNESCO, para assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, decorreu no dia 11 de dezembro, na Escola Básica de Carregal do Sal, a abrir as atividades designadas por Natal com Tradições, dinamizadas por este estabelecimento, um painel sobre voluntariado, constituído por voluntárias de nobres causas em países do continente africano. A partilha das suas experiências, com os alunos das turmas de 7º ano e do CEF de Fotografia, iniciou-se com a apresentação da Dra. Susana Cálix, assistente social de Viseu, que desenvolveu um trabalho de voluntariado, no contexto da ONG Leigos para o Desenvolvimento, no Bairro da Nª Senhora da Graça, em Benguela (Angola), que consistia em ensinar a comunidade a identificar problemas e a encontrar soluções, organizacionais e estruturais, relacionados com o crescimento desordenado, através de uma gestão partilhada (que chama todos a intervir), pondo ordem no caos em que viviam, uma experiência que se tem revelado muito profícua. A concluir, reportou- se a outra experiência marcante na sua vida, num campo de refugiados oriundos da República do Congo, no leste de Angola, sublinhando a situação difícil em que se encontrou para acudir à situação aflitiva desta população em fuga da guerra e da fome.

 Já a Dra. Ana Ferrão, colega do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, partilhou a sua experiência de voluntariado em Cabo Verde, no âmbito do Programa Ser + Dar + Terapeutas Sem Fronteiras, um projeto de valorização da educação desenvolvido nas Ilhas de Santiago e do Sal, regido pela solidariedade e entreajuda no sentido de fazer os outros mais capazes e mais felizes, tendo desenvolvido um trabalho de preparação e capacitação das mulheres para lidar com a deficiência de membros da família e dinamizando, também, atividades com alunos da Associação Acarinhar, formação para professores, sobre saúde e ensino, além do apoio ao domicílio e aos pais.

Por fim, o Projeto SOGA – servir outra gente com amor, sobre o qual a colega Dra. Paula Cristina Ferreira, do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho e a Dra. Margarida Coelho, fisioterapeuta da Figueira da Foz, apresentaram o trabalho que se encontram a desenvolver na Ilha de Sogá, na Guiné-Bissau, de combate à pobreza extrema, promovendo a educação, alicerce fundamental para alavancar a mudança num dos países mais pobres e vulneráveis do mundo.

A boneca CARLOTA representa as meninas da Ilha, a quem é vedada a oportunidade de estudar. Este projeto tem, por isso, o objetivo do alargamento da educação das crianças e jovens da ilha, ao custear bolsas de estudo, pois a educação é uma ferramenta essencial para a erradicação da pobreza, tendo em vista os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Foi uma manhã enriquecedora para todos os que tiveram o privilégio de assistir. Temos a certeza de que os alunos foram “tocados” nos seus corações, compreenderam o valor do conforto em que vivem e a necessidade de se posicionarem no lugar do outro, desenvolvendo atitudes de solidariedade, de dádiva e de partilha.

Resta uma palavra de gratidão às voluntárias convidadas, que se entregaram a mais esta causa – a da partilha das suas experiências com os nossos alunos -  no sentido de formarmos consciências e contribuirmos para a construção de um mundo mais humano e fraterno, aos colegas que acompanharam as suas turmas, à Direção do Agrupamento, na pessoa do Senhor Vice-diretor, que  nos brindou com a sua amável presença e à Coordenação da Escola, que, desde o primeiro momento, acarinhou a iniciativa e zelou para que esta fosse bem sucedida. Gratidão também à colega Lúcia Morgado pela colaboração ao convidar a amiga e oradora Dra. Susana Cálix e à D. Fátima Caldeira, mais uma vez, pelo habitual generoso contributo no embelezamento da mesa.

Texto: Dores do Carmo e Josefa Reis

Fotos: Josefa Reis

O Natal convida cada pessoa a fazer uma visita ao Presépio de Belém e através dele viver momentos de alegria e amor com a família. Foi a pensar nesta festa, por iniciativa do grupo disciplinar de EMRC, que se propôs aos alunos dos 1º e 2º Ciclos das Escolas Aristides Sousa Mendes e Básica de Carregal do Sal a concretizar esta experiência, através da construção de presépios juntamente com a família, amigos e colegas, recorrendo a materiais reciclados (indo ao encontro do tema do Agrupamento).

O resultado final foi extraordinário, já que ao gosto estético se aliaram a criatividade, o uso de todo o tipo de materiais e a execução do mesmo como uma tarefa de família.

A exposição está disponível para visita em cada escola onde os alunos e famílias participaram.

terça, 17 dezembro 2019 11:41

Ser Refugiado e Acolhido por dois dias

Uma experiência vivida por alunos da disciplina de Educação Moral Religiosa Católica da Escola Secundária Alves Martins – Viseu, do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, e do Agrupamento de Escolas Tomaz Ribeiro – Tondela.

 

Nos dias 14 e 15 de dezembro em Cabanas de Viriato, na Escola Aristides Sousa Mendes, a atividade denominada "CAMPO DE ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS”, reuniu alunos do Ensino Secundárioda disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica da Escola Secundária Alves Martins – Viseu, do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, e do Agrupamento de Escolas de Tondela Tomaz Ribeiro. Foram 70 os alunos que aceitaram fazer esta “travessia” e arriscar viver esta experiência.

Tendo como ponto de partida a vida de um Campo de Refugiados desprovido de conforto e de algumas condições a que se está habituado diariamente, desde logo, a liberdade de fazer o que se quer e a ausência da família, foram recriadas situações de vida num campo de refugiados, sendo que se procurou valorizar o acolhimento.

Para a concretização do campo colaboraram e estiveram presentes entidades que deram a conhecer a sua forma de atuação em situação de refugiados ou de defesa dos mais frágeis, como a GNR com o Destacamento Territorial de Santa Comba Dão e o Destacamento de Intervenção Secção de Cinotécnica.

Os alunos foram, ainda, envolvidos pelos testemunhos de dois elementos da Polícia Marítima que estiveram na Grécia, no resgate migrantes e refugiados do mar, no âmbito da missão Frontex, e de um jovem voluntário da Plataforma para os Refugiados que experienciou a vida real de um campo de refugiados na Grécia, e que atualmente colabora no projeto: Palhaços d’Opital.

Também participaram na dinamização da atividade, ambos do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, o Projeto UNESCO – dever de memória, que propôs a descoberta da pessoa de Aristides Sousa Mendes e a colaboração na construção do Mural da Consciência, e a turma do Curso de Proteção Civil, através da simulação de incêndio.

Para além de uma experiência humana única que complementou o percurso escolar dos alunos que nela participaram, levou a refletir sobre a condição humana e a dignidade da pessoa, formar consciências esclarecidas, fomentando o desenvolvimento do sentido crítico sensibilizar para a importância da proteção humanitária, valorizar a família, a cultura e a realidade em que vive e incentivar dinâmicas de serviço e de partilha.

Os alunos ficaram despertos para nunca desistir de lutar pela vida, independentemente do contexto, e encontraram novas razões para acreditar que têm o “poder de mudar o mundo”.

O grupo de Educação Moral agradece aos amigos da Pastelaria Salinas, Pingo Doce, Intermarche, Quinta Ribeiro Santo, Coviran e Feira 3.

Nos passados dias 15 e 16 de novembro decorreu oEncontro Regional de Escolas Associadas da Rede UNESCO, subordinado ao tema Transformar o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, acolhido pela Escola Básica 2/3 do Caniço, na Região Autónoma da Madeira, que contou com a presença de várias escolas da Madeira, três escolas do continente e uma dos Açores, nomeadamente a Escola Dr. Alberto Iria, de Olhão, o Agrupamento de Escolas Dr. Mário Sacramento, de Aveiro, o Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, representado pelas docentes Dores do Carmo e Josefa Reis, que coordenam o projeto UNESCO “Dever de Memoria-Jovens pelos Direitos Humanos” ea Escola EBI Francisco Ferreira Drummond, da Terceira.

Esta iniciativa, coorganizada pela Comissão Nacional da UNESCO e pela Escola Básica 2/3 do Caniço, pela primeira vez nas ilhas, revelou-se de grande importância como espaço de partilha de ideias, de projetos e de boas práticas educacionais. Foi uma oportunidade privilegiada para o estabelecimento de parcerias futuras e para um trabalho em rede, sob a égide dos objetivos da UNESCO.

A abertura do Encontro contou com a sublime performance do projeto Escola Cultural, com dança e teatro, ao que se seguiu a abertura pelo Secretário Regional da Educação, Dr. Jorge Carvalho, pela Vereadora da Câmara Municipal de Santa Cruz, Drª Élia Ascensão, pelo  Diretor da Escola Básica do Caniço, Dr Armando Morgado e pela Coordenadora da Comissão Nacional da rede de Escolas da UNESCO, Drª Fátima Claudino.

Iniciou-se a apresentação dos projetos da Escola Básica do Caniço, anfitriã, pela Drª Cristina Freire e da Escola Secundária Padre Manuel Álvares, da Ribeira Brava, pela Drª Isabel Freitas, que nos remetem para a sustentabilidade, para as questões ambientais e dos oceanos.

Outros projetos foram partilhados, centrando a apresentação nos pilares e nas diretrizes orientadoras dos trabalhos em desenvolvimento nas escolas associadas, continuando a aposta na Educação para a Cidadania Global, na Educação para a Paz, na Literacia dos Oceanos e nas Alterações Climáticas.

No âmbito da Educação para a Cidadania Global e Educação para a Paz, onde se insere a temática do projeto “Dever de Memória - jovens pelos direitos humanos” do nosso Agrupamento, foram apresentadas, de forma resumida, através de um power point, as atividades desenvolvidas, em prol da divulgação e da homenagem a Aristides de Sousa Mendes, mas também da divulgação do Património Cultural e Natural do Concelho, perseguindo outros objetivos como o desenvolvimento de valores inerentes à cidadania responsável e interventiva dos nossos alunos, numa sociedade democrática e atenta às questões da cidadania e dos Direitos Humanos.

O desenvolvimento do Projeto “Dever de Memória” foi apresentado aos participantes, merecendo o interesse da audiência, pela dinâmica empreendida no seio do Agrupamento e pelo facto de extrapolar os “muros da escola” e de se projetar na comunidade local e internacional, quer através das parcerias estabelecidas com outras escolas, quer com instituições que trabalham a mesma temática, na senda da construção de um mundo melhor. Falar de Aristides de Sousa Mendes além-mar foi um privilégio!

Digno, ainda, de registo, o simpático e caloroso acolhimento por parte da escola anfitriã, que zelou para que tudo decorresse da melhor forma, proporcionando, também, agradáveis momentos musicais, dinamizados pelo grupo de fado do Projeto Escola Cultural, e de convívio entre os participantes num aprazível Porto de Honra e jantar de S. Martinho, que envolveu toda a comunidade escolar.

Em jeito de balanço, podemos concluir que estes encontros são fundamentais, pois permitem a aprendizagem e a reflexão, a partilha de saberes e “modos de fazer” entre os profissionais da educação, contribuindo para o seu desenvolvimento profissional, mas também uma análise mais distanciada sobre o trabalho desenvolvido na nossa própria escola.

Como “nem só de pão vive o Homem”, não poderíamos deixar de referir a riqueza paisagística e patrimonial da região, a sua gastronomia, a particular poncha e o privilégio da companhia, na visita a locais emblemáticos, como a Eira do Serrado, o Caniçal e o Cabo Girão, do dedicado Dr. Gabriel Pita e do carismático Bento, ambos amigos de longa data da Professora Dores do Carmo. Da visita cultural à cidade do Funchal, outras memórias ficaram gravadas: a arte estampada nas portas reabilitadas da zona velha, o centro histórico com a sua catedral manuelina, o Mercado dos Lavradores, com o colorido e cheiro singulares e o mar de águas límpidas e calmas.

Uma palavra de enorme gratidão pela amabilidade à Drª Maria do Carmo Ferreira, entusiasta do nosso projeto, que nos acolheu em sua casa nestes dias de aprendizagem.

Uma terra de afetos que nos faz crescer o CORAÇÃO!

 

 

 

Texto: Josefa Reis e Dores Fernandes

Fotos: Josefa Reis

As ações de sensibilização sobre sismos, realizadas pelos alunos do Curso Profissional Técnico de Proteção Civil, foram concluídas com êxito no dia 09 de dezembro, na Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato.

            À semelhança das atividades anteriores, esta ação, também integrada no projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, decorreu de acordo com o que foi planeado e contou com o interesse e a participação de todas as pessoas envolvidas.

            Estas iniciativas são extremamente importantes, pois proporcionam a todos o acesso à informação sobre os riscos que existem em certas áreas do território, bem como sobre as medidas adotadas e a adotar, com vista à prevenção dos efeitos de acidentes graves ou de catástrofes.

terça, 10 dezembro 2019 14:44

Docentes do AECS em Mobilidade Erasmus+

Com vista à valorização profissional e pessoal dos seus docentes e à implementação de práticas inovadoras no processo ensino/aprendizagem, o Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, proporcionou mais uma vez, neste ano letivo, a participação de alguns grupos, no Projeto Erasmus+.

O primeiro grupo participante, constituído pelas docentes Anabela Vitória Figueiredo, Isabel Cristina Fazenda e Michelle Santos, a lecionar o 1º Ciclo, tiveram oportunidade de frequentar o curso “Introducing Project Based Learning in the Classroom”, que decorreu em Bolonha, de 17 a 23 de novembro, inseridas numa turma com colegas provenientes da Finlândia, da Bélgica, da Áustria e da Espanha.

O curso em questão abordou o tema das aprendizagens através da criação de projetos que visam, na sua génese, o aluno como agente principal e ativo na construção dos seus saberes e na obtenção dos seus conhecimentos, o que vem ao encontro das recentes alterações sofridas pelos programas. As atividades desenvolvidas ao longo da formação motivaram, de forma natural, todos os participantes, contribuindo igualmente para uma troca de experiências bastante enriquecedora.

Foram ainda proporcionadas, a todo o grupo, algumas atividades culturais, nomeadamente visitas guiadas em Bolonha e Florença e ainda algumas refeições onde todos puderam conviver.

No dia 2 de dezembro, foram levadas a cabo várias ações de sensibilização sobre sismos, destinadas aos alunos do 1º ano do Centro Educativo Nun’Álvares.

Integrado no projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, a turma do Curso Profissional Técnico de Proteção Civil utilizou o exemplo do exercício “A Terra Treme”, realizado no passado dia 15 de novembro, para esclarecer as crianças acerca das causas e consequências dos sismos. Aproveitaram, ainda, para reforçar os procedimentos que devem ser adotados antes, durante e depois de um tremor de terra.

Com o objetivo de fazer chegar a informação ao maior número de pessoas possível, no final foram distribuídos folhetos sobre o assunto.

A atividade decorreu de acordo com o que foi planeado e contou com o interesse e participação de todas as pessoas envolvidas.

Alunos do Curso Profissional Técnico de Proteção Civil

A questão da formação dos professores, e de outros profissionais, é sempre uma oportunidade de enriquecimento e de atualização, embora nem sempre se traduza, na prática, numa mais-valia. Ou porque não corresponde às reais necessidades dos profissionais, ou porque é muito teórica e por isso, pouco motivadora a aprendizagem.

Se é verdade que a formação dos docentes é procurada por um imperativo do estatuto da carreira, é igualmente verdade que também é frequentada por forte interesse e motivação do professor. Existem professores empreendedores, que se envolvem em projetos desafiantes e que se interessam por práticas e metodologias inovadoras em contexto educativo.

As necessidades e as expetativas da sociedade atual, aberta, globalizada, sustentada pela informação e o conhecimento têm vindo a desafiar o professor para uma atitude dinâmica, flexível e conectada com o mundo. Neste contexto, é imperioso uma mudança de paradigma de educação, de escola, de professor, de aluno e de ambiente de aprendizagem. Impõe-se, por isso, um modelo de formação de professores, enquanto promotor da qualidade da educação, mais capaz de capacitar os futuros cidadãos para a intervenção nesta sociedade.

Nesse sentido, o curso de formaçãopromovido pelaDireção Geral da Educação, em parceria com o Mémorial de La Shoah: “O ensino do Holocausto: ponto de partida para a Educação para a Cidadania e para os Direitos Humanos”, realizado na Escola Secundária de Loulé, de 26 a 28 de setembro, constitui um momento privilegiado de reflexão e de aprendizagem sobre a temática.

O Projeto “Dever de Memória – jovens pelos direitos humanos” do nosso Agrupamento fez-se representar pelas professoras Aldina Mendes, Dores Fernandes e Josefa Reis, que desenvolvem a temática no âmbito deste projeto pedagógico e pretenderam aprofundar conhecimentos e enriquecer competências para a abordagem do tema dos direitos humanos na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Depois da calorosa receção e da apresentação dos promotores e oradores do seminário, iniciaram-se os trabalhos com a comunicação “As raízes do antissemitismo europeu”, de Hubert Strouk, do Mémorial de la Shoah, uma intervenção pertinente sobre o tema, que extrapolou para a atualidade, segundo a diretiva do estudo do passado para entender o presente e assim poder prevenir o futuro, emanada pelo Mémorial de la Shoah e também pelo Yad Vashem. As diversas abordagens do dia, focadas no ensino e aprendizagem do Holocausto, foram, extremamente cativantes e muito pertinentes as reflexões suscitadas. Sublinha-se a exposição do mesmo orador na palestra“Desconstruir teorias da conspiração” e o ateliê pedagógico “Desconstruir preconceitos na sala de aula”, que promoveram uma reflexão sobre a necessidade de uma atenção intensificada, a importância do saber ver e interpretar sinais e imagens aparentemente inócuos na sociedade, principalmente através das plataformas virtuais, que são hoje um dos maiores veículos da informação e da falsa informação. Não sendo o ensino do holocausto um desafio fácil, é necessário ter em atenção a abordagem desta questão, tornando-se necessário a preparação cuidada e criteriosa dos docentes e esse é o entendimento da DGE, que ano tem vindo a apostar nesta formação.Deve, assim, a temática ser alvo de uma articulação transversal entre as Aprendizagens Essenciais da disciplina de História, a Estratégia Nacional da Educaçãopara a Cidadania e os princípios, áreas de competência e valores definidos no Perfil dos Alunosà Saída da Escolaridade Obrigatória, numa visão integradora do currículo.

A intervenção de Pascal Zachary, do Mémorial de la Shoah, sobre  “O centro de extermínio de Auschwitz” acrescentou conhecimentos para a visita de estudo a Auschwitz e Birkenau a realizar, pela segunda vez, neste ano letivo, de 2 a 5 de abril de 2020, no âmbito do projeto UNESCO do nosso Agrupamento, alicerçado no estudo e partilha da temática da 2ª Guerra Mundial, do Holocausto e do ato de Aristides de Sousa Mendes, “Justo entre as Nações”, natural do nosso concelho

As reflexões trazidas pela historiadora Irene Pimentel, do IHC da FCSH, da NOVA, a partir da comunicação “Portugal e o Holocausto”, sobre a política ambígua e a avaliação das suas consequências, lançaram luz sobre a posição de Portugal do Estado Novo, relativamente ao nazismo. A visita à exposição “Trabalhadores forçados portugueses no III Reich”, patente na Casa Museu Engenheiro Duarte Pacheco, em Loulé, orientada pela historiadora Cláudia Ninhos, do IHC, suscitou também muito interesse, por traduzir o sofrimento e angústia infligido, neste período histórico de horror, a portugueses emigrantes em França, prisioneiros dos campos de concentração, facto desconhecido das próprias famílias. O documentário “Debaixo do Céu”, de Nicholas Oulman, constituiu outro momento alto do seminário, representando, através dos testemunhos, um bom material gerador de debate e reflexão, transversal a várias áreas em ordem ao perfil do aluno.

O curso de formação teve como objetivo fundamental aprofundar os momentos marcantes do Holocausto, através da memória fundamentada em documentos, de modo a desconstruir, no presente, as várias formas de negação deste trágico acontecimento histórico, propiciando o entendimento da dimensão do holocausto, que levou à morte de vários milhões de vítimas num extermínio orquestrado e massificado. Pretendia, também, a constituição de uma rede nacional de formadores na temática do Holocausto, conducente à replicação dos conteúdos abordados. Contou com a participação de docentes de várias áreas disciplinares, que entusiasmados pelos vários painéis, não se davam conta do tempo a passar. Esta formação abriu perspetivas interessantes de trabalho no âmbito da memória do holocausto e da educação para os direitos humanos, através de excelentes comunicações e do apoio em fontes e documentação fidedignas, disponibilizando variados recursos, propostas e metodologias de trabalho desta temática que se apresenta cada vez mais necessária na formação dos alunos, face à crescente onda de intolerância, radicalismo e extremismo político. Torna-se, assim, premente a necessidade de desenvolver valores de uma cultura democrática, o respeito pelos direitos humanos e a educação para a paz.

 

Texto: Josefa Reis e Dores Fernandes

Fotos: Josefa Reis