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quarta, 16 dezembro 2020 14:58

A inclusão da pessoa com (d)Eficiência

Entre os dias 2 e 4 de dezembro,o Departamento de Educação Especial e a Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), com a colaboração do Programa CLDS 4G de Carregal do Sal e da Direção do Agrupamento, promoveram atividades, de forma a assinalar, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, bem como, sensibilizar a comunidade educativa para a inclusão da pessoa com deficiência, para o respeito pela diferença e para o reconhecimento da eficiência de pessoas com deficiência.

Nos vários estabelecimentos de ensino do Agrupamento, foram elaborados cartazes com mensagens inclusivas, com a colaboração de alunos com e sem necessidades específicas, orientados pelos docentes de educação especial. Os cartazes, foram depois afixados, em locais de boa visibilidade.

 As crianças do ensino pré-escolar foram sensibilizadas, pelas suas Educadoras, para a inclusão e pelo respeito pela diferença, ao visualizarem a curta metragem “O Presente” e o filme de animação “Cordas”. Os Professores do 1.º CEB também exploraram a temática da inclusão, com os seus alunos, através da apresentação do filme de animação “Porque Heloísa”. Já no 2.º CEB, coube aos Diretores de Turma a responsabilidade de sensibilizar e explorar esta temática, com os alunos das respetivas Direções de Turma, através da apresentação de um vídeo com o depoimento da atleta de alta competição, Simone Fragoso, que faz parte da Seleção Nacional de Pessoas com Deficiência. No que respeita ao 3.º CEB, foi apresentado e explorado com os alunos, igualmente pelos Diretores de Turma, o vídeo com o testemunho do ator e palestrante Paulo Azevedo, com grave deficiência motora.

A seleção dos filmes de animação e depoimentos apresentados, coube aos docentes do Departamento de Educação Especial.

O Programa CLDS 4G, colaborou nesta iniciativa, tendo sido realizada uma entrevista, pelo seu coordenador, José Batista, ao cidadão com deficiência motora, Sérgio Rodrigues, residente em Carregal do Sal. O vídeo com a entrevista, foi apresentado aos alunos do ensino secundário, pelos respetivos Diretores de Turma.

 Com as atividades realizadas, as nossas crianças e alunos, e toda a comunidade educativa, ficaram certamente mais sensibilizados para o respeito a ter pelas pessoas com deficiência e para reconhecerem que, graças ao seu esforço e perseverança, estas pessoas também conseguem ter grande eficiência!...

 

 

Carregal do Sal, 9 de dezembro de 2020

A pensar na época de Natal e no atual momento social, que convida à construção de um mundo mais virado para os outros e mais ambiental, o grupo disciplinar de Educação Moral e Religiosa Católica propôs a atividade “Presépios na Simplicidade”.

Nesta iniciativa os alunos do 4º ano de Cabanas de Viriato, 5º e 6º anos do Agrupamento de Escolas foram desafiados, em contexto familiar, a construir um presépio com material reciclado, a fazer postais de Natal e a contribuir com uma manta quentinha, para serem oferecidos aos seniores que vivem sós na nossa comunidade.

Alguns desses presépios foram, ainda, entregues/oferecidos a diferentes Lares da terceira idade da comunidade local,para levar a escola a esse contexto.

Estes alunos gravaram, também, músicas de Natal para enviar para os Lares e construíram coroas de Natal que estão a decorar a escola Básica de Carregal do Sal.

Esta atividade desenvolveu-se no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular, em articulação com o 4º (Cabanas de Viriato), 5º e 6º anos de escolaridade, e com as disciplinas de Português, de Cidadania e Desenvolvimento, de Educação Musical, Educação Tecnológica e Visual. É de realçar o facto de todo este trabalho desenvolvido ter tido por base as aprendizagens essenciais com vista ao desenvolvimento das áreas de competências inscritas no perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória.

Com esta proposta pretende-se realçar a proteção dos mais frágeis, desenvolver o espírito de solidariedade, o sentido de responsabilidade e cultivar o altruísmo em cada um dos discentes e respetivas famílias.

Esta iniciativa teve como parceiro o Contrato Local de Desenvolvimento Social 4G (CLDS 4G), que identificou os idosos e lhes fez chegar os presépios, postais e mantas.

Através deste projeto fomentou-se na comunidade escolar a inter e a transdisciplinaridade.

O lançamento do projeto Erasmus+, ação chave 229 acima referido, decorreu no dia 26 de novembro, pelas 10 horas, na biblioteca do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal. Estiveram presentes 15 pessoas e este número reduzido de participantes justifica-se pelas normas impostas pela DGS relativamente à pandemia Covid 19.

Contámos com a presença do subdiretor, Dr. Rui Fidalgo, que, acompanhado pela responsável da direção pelos assuntos Erasmus+, Drª Dina Linhares, declararam oficialmente aberta a cerimónia do lançamento do projeto. Esta inauguração decorreu ao som do Hino da Alegria de Beethoven (9ª sinfonia). A coordenadora do projeto, a professora Aldina Nobre Mendes, apresentou o projeto, os seus objetivos, a temática, os países envolvidos e referiu quais as turmas participantes assim como as competências que serão trabalhadas nas atividades dessa iniciativa. Sendo estes projetos de cooperação transnacional, procura-se uma troca de experiências e boas práticas, que impactem os alunos a vários níveis:

  • desenvolvimento das suas competências a nível de línguas estrangeiras;
  • melhoria das competências digitais;
  • reconhecimento da diversidade social, étnica, linguística e cultural;
  • promoção de competências sociais, cívicas e interculturais;
  • estabelecimento de diálogos interculturais;
  • respeito pelos valores democráticos e direitos fundamentais;
  • promoção da inclusão social, da não discriminação e da cidadania ativa;
  • valorização do espírito de cidadania europeia.

            Nesta cerimónia, foram também apresentados os logótipos alusivos ao projeto realizados pelos alunos e que integrarão o concurso de “logos” a fim de ser selecionado o que representará Portugal no concurso internacional de “logos”.

            Seguidamente, os alunos apresentaram os países participantes: Portugal, Roménia, Bulgária e Itália, colocando a respetiva bandeira ao lado da da União Europeia. Nos dias anteriores, os alunos pesquisaram informações sobre os países envolvidos e referiram algumas das suas especificidades, nomeadamente a capital, os pratos típicos, os monumentos mais emblemáticos, as personagens mais famosas e algumas tradições. Os alunos também cumprimentaram os presentes em italiano, romeno, búlgaro e português. Antes de dar por encerrada a presentação, o professor Rui Fidalgo agradeceu à equipa Erasmus+ pelo excelente trabalho desenvolvido e dirigiu elogios calorosos aos alunos no sentido de os motivar cada vez mais para o envolvimento em projetos transnacionais.

 

A equipa Erasmus+

 

quarta, 16 dezembro 2020 14:48

Projeto Pisa para as Escolas

Nos dias 18 e 19 de novembro de 2020 o nosso Agrupamento de Escolas, participou no projeto Pisa para as Escolas. Este Programa Internacional de Avaliação dos Alunos, tem como objetivo essencial avaliar a forma como os alunos de 15 anos aplicam as competências que têm a Matemática, Leitura e Ciências face a problemas que os colocam perante situações de contexto real, analisando como no final da escolaridade básica os alunos são capazes de raciocinar e usar os conceitos aprendidos, bem como as ferramentas adquiridas, para explicar e prever fenómenos.

Neste âmbito, de forma aleatória, foram seleccionados vários alunos dos 9ºanos e 10º ano que participaram de forma correta e colaborativa, de modo a devolver às escolas todo o potencial da informação associada ao PISA, capacitando-as para desenvolverem estratégias de melhoria dos resultados de aprendizagem dos seus alunos.

quinta, 03 dezembro 2020 10:37

A inclusão da pessoa com (d)Eficiência

No âmbito do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3 de dezembro), o Departamento de Educação Especial, a Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva e a Direção do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, dirigiram o convite a várias pessoas, para que respondessem a uma das seguintes questões:

  • - O que é uma escola verdadeiramente inclusiva?
  • - O que é necessário mudar para que a sociedade seja mais justa e inclusiva?

O nosso bem-haja, a todos os que nos enviaram os seus depoimentos inclusivos!


Playlist com todos os depoimentos 

Depoimentos individuais:



 

Dislexia e Inclusão – Patrícia Dias e Inês Jubilot  (Equipa da Clínica de Dislexia Dr.ª Paula Teles)

 

O Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal agradece o seu precioso contributo, em prol dos alunos com dislexia.


 

 

 

sexta, 27 novembro 2020 10:41

Feira do livro virtual

No âmbito do projeto Erasmus+ sobre ciberbullying, em que o AECS se encontra a participar juntamente com escolas da Roménia, Turquia, Itália, Bulgária e Polónia, as turmas envolvidas neste projeto criaram logótipos alusivos ao tema. Os trabalhos apresentados foram posteriormente alvo de votação na turma, tendo sido escolhido um logótipo por turma.

Estes trabalhos encontram-se agora em fase de votação pública, pelo que se solicita que participem na escolha do logótipo que irá representar o AECS neste projeto.

A votação estará aberta até dia ao dia 30 de novembro. Não deixe de votar no seu favorito <https://forms.gle/AiUCBtC1sms9fbzr6>!

O dia de São Martinho comemora-se a 11 de novembro. Marca a chegada do outono e manda a tradição que se festeje com um magusto.

   Na Escola Básica de Carregal do Sal, o dia de São Martinho foi assinalado com a decoração do átrio pelos alunos do 6º D com a colaboração da professora Ana Ferrão. A mesa foi decorada com frutas da época: romãs, dióspiros… vários objetos onde não faltou o típico assador de castanhas.

   Na aula de Português, para lembrar o São Martinho, foi recordada a lenda e foram pesquisados provérbios que, mais tarde, foram transcritos para suporte de papel em forma de castanha, anteriormente recortado e colorido pelos alunos.

   Dado o momento que estamos a viver, não se podendo realizar o habitual e divertido magusto, duas das alunas da turma, que frequentam o centro de apoio à aprendizagem, fizeram cartuchos e assaram castanhas que distribuíram na turma.

    E assim, os alunos puderam deliciar-se com as famosas castanhas “quentes e boas”.

   Como diz o ditado popular: NO DIA DE S. MARTINHO COME DUAS CASTANHAS E FAZ UM MAGUSTINHO. 

                                                                                                                                          Os alunos do 6º D

segunda, 16 novembro 2020 16:10

Dia Internacional da Tolerância e da UNESCO

A assinalaroDia Internacional da Tolerância e da UNESCO, consagrado por esta organização para o dia 16 de novembro (aniversário da criação deste organismo, que conta com 75 anos), enfatizamos a importância da tolerância, num mundo marcado pelo extremismo, fanatismo e ódio, lembrando a entrevista da equipa do projeto “Dever de Memória – jovens pelos direitos humanos” do Agrupamento, ao Jornal Defesa da Beira e ao Farol da Nossa Terra,  a propósito da exposição coletiva e itinerante “SER Consciência… 30/1000 por 1VIDA”, caminhos da MEMÓRIA, cuja inauguração decorreu no passado dia 11 de outubro,  na Casa do Passal, e acerca do trabalho desenvolvido, na comunidade, ao longo destes seis anos do projeto.

A Equipa UNESCO

 

 

Exposição colectiva "SER Consciência...30/1000 por 1VIDA - Caminhos da Memória”

Promovida pelo projecto UNESCO “Dever de Memória - Jovens pelos Direitos Humanos”, do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, a exposição colectiva “SER Consciência…30/1000 por 1VIDA, caminhos da Memória” vai estar patente na Casa do Passal, antiga residência de Aristides de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, no próximo domingo, 11 de Outubro, das 14h30 às 18h30, no âmbito do programa nacional ”Nunca Esquecer”, aprovado em Conselho de Ministros e apoiado pela Comissão Nacional da UNESCO e pela Direcção Geral da Educação.

Além da contribuição dos artistas plásticos Josefa Reis e Victor Costa na organização e divulgação, o evento conta com a parceria da Câmara Municipal de Carregal do Sal, da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato e da Fundação Aristides de Sousa Mendes.

Realizada num conceito minimalista e simbólico, de apenas um dia, a exposição será o ponto de partida para um conjunto de mostras artísticas itinerantes, a começar pelo Núcleo Museológico das Escolas Primárias de Carregal do Sal, instalado no edifício da antiga escola Conde Ferreira, em área do moderno Parque Alzira. Pretende-se que constitua uma ferramenta de reflexão por parte da comunidade escolar e educativa na evocação dos 80 anos do acto de consciência de Aristides de Sousa Mendes, cognominado "Justo entre as Nações".

Cumprindo as restrições relativas à pandemia Covid-19, a lotação máxima permitida de público é de 10 pessoas de cada vez, mas a apresentação da exposição poderá ser vista em directo na página de Facebook do projecto "Dever de Memória - Jovens pelos Direitos Humanos".

O Núcleo Museológico das Escolas Primárias acolherá a exposição a partir do dia 13 de Outubro e até meados de Novembro, do corrente ano 2020.

A organização desta exposição deu agora oportunidade a uma entrevista, já apalavrada há algum tempo, com a professora do ensino secundário Dores do Carmo Fernandes, coordenadora da equipa do projecto UNESCO do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal e do respectivo projecto “Dever de Memória-Jovens pelos Direitos Humanos”.

 

ENTREVISTA

 

DB (Defesa da Beira) - O que motivou, em 2014, a criação do projecto “Dever de Memória-Jovens pelos Direitos Humanos”?

DC (Dores do Carmo) -Após a formação num seminário internacional em 2013, na Escola Internacional do Yad Vashem, em Israel, senti-me motivada para criar um projecto subordinado à temática do Holocausto e dos Direitos Humanos, a desenvolver com os alunos do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal. Este projecto foi integrado numa proposta de candidatura a Escola Associada da Rede UNESCO, que nos chegou ao Departamento de Ciências Sociais e Humanas. Foi com esta ideia a germinar que desafiei a colega Josefa Reis, que veio posteriormente a frequentar o mesmo curso de formação em Jerusalém, e a colega Helena Romão, para constituir a equipa, e foi assim, a várias mãos, que nasceu este projecto.

 

DB - O que vos impeliu a criarem o projecto?

DC -Sentimos que, actualmente, predomina a indiferença em relação ao outro e ao sofrimento humano, numa sociedade vazia de valores. Veja-se, por exemplo, as reações na questão dos migrantes, o racismo e a cultura de ódio. Acreditamos que a educação é o caminho para a mudança de mentalidades. O facto de sermos professoras do Agrupamento de Escolas do concelho de Aristides de Sousa Mendes deu-nos o mote, pois este Cônsul é o farol perfeito para o projecto. Temos, desde 2004, na Escola Básica Aristides de Sousa Mendes um tributo de homenagem a este “Justo entre as Nações”, edificado no exterior e composto por 10 elementos escultóricos que fazem a súmula da sua vida, único no país. A colega Josefa Reis, na sua tese de mestrado em Artes Plásticas, apresentou a dissertação “Questões plásticas na simbólica dos tributos de Cidadania: Aristides de Sousa Mendes”, o que poderia suportar a vertente artística do projecto. Sempre foi filosofia da Escola acolher grupos de alunos no âmbito de intercâmbios escolares, com o objectivo de educar para a interculturalidade, tópico que norteava esta equipa, de forma sistemática, no ensino e aprendizagem em contexto de sala de aula. O projecto fazia todo o sentido para materializar a candidatura à UNESCO, pois as boas práticas educativas em prol dos Direitos Humanos já faziam parte da cultura de Escola.

 

DB - A nível do Agrupamento, que importância tem tido o projecto?

DC- O projeto, no nosso entender, tem trazido alguma dinâmica ao Agrupamento, envolvendo todos os ciclos de escolaridade, mas incide principalmente no 9.º ano e no secundário, por considerarmos que os alunos têm mais maturidade para compreender as temáticas abordadas. Temos procurado mobilizar outras áreas disciplinares, promovendo a desejável interdisciplinaridade, uma vez que os temas são transversais. O projecto configura-se como uma ferramenta privilegiada na abordagem a vários temas da área disciplinar de Cidadania e Desenvolvimento, no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular. A equipa ficou reduzida com a saída da docente Helena Romão, que na Figueira da Foz desenvolve, no seu Agrupamento, um projecto similar, designado “Figueira da Foz, Farol da Liberdade”. Actualmente é coordenada, a par, por mim e pela colega Josefa Reis, docentes das áreas complementares de História e Artes, que contam com a colaboração, sempre que necessário, de outros docentes, nomeadamente das colegas Aldina Mendes, Edite Nora e Isabel Várzeas, assim como com outras parcerias pontuais na concretização das actividades que integram o nosso plano anual.

 

DB - Que acções de maior destaque têm sido desenvolvidas nestes seis anos de existência do projecto?

DC- Têm sido diversas as acções desenvolvidas e destinadas à comunidade escolar e educativa, como palestras, que designámos “Encontros de Autor”, com historiadores, escritores e artistas, como Cláudia Ninhos, Luize Valente, Celeste Cortez e José Ruy, mas também convidando descendentes de refugiados que receberam o visto de Sousa Mendes, como Joan Halperin, autora do livro “My Sister´s Eyes (explorado numa turma de 9º ano) e Cookie Fisher; exposições e outras actividades nas Escolas do Agrupamento a assinalar efemérides, tais como o Dia da Saúde Mental, o Dia Internacional da Tolerância, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Dia em Memória das Vítimas do Holocausto, para destacar as mais recorrentes; visitas de estudo a locais de memória no país e no estrangeiro, de que são exemplo o Pólo Museológico Fronteira da Paz, em Vilar Formoso, a cidade de Bordéus, onde, no exercício das suas funções consulares, Aristides de Sousa Mendes terá emitido vistos aos refugiados, e o Campo de Concentração de Auschwitz, na Polónia (no próximo ano faremos a terceira viagem); intercâmbios culturais com outras escolas do país; e acolhimento de grupos na Casa do Passal, como o grupo de participantes na viagem “Journey on the Road to Freedom” promovida pela Sousa Mendes Foundation, a qual tivemos o privilégio de integrar em 2018, num cariz pedagógico, em representação dos docentes portugueses.

Paralelamente, temos investido na formação da equipa, através da frequência de acções de formação sobre a temática, promovidas por várias organizações, nomeadamente a Memoshoá (Associação Memória e Ensino do Holocausto), o TOLI (The Olga Lengyel Institute) e a Direcção-Geral da Educação. Aconvite do Yad Vashem e da Memoshoá, também dinamizámos uma sessão de formação destinada a outros educadores, partilhando, neste período de pandemia, numa conferência on-line para 140 educadores de vários países (Portugal, Brasil, Israel, Bélgica, França, Espanha, Venezuela, Peru e EUA), a abordagem da temática do Holocausto em sala de aula, através da exploração pedagógica do livro “My Sister´s Eyes”, de Joan Halperin, que também participou na sessão. Neste ano, em que se assinalam os 80 anos do acto de Aristides de Sousa Mendes, deslocámo-nos ao Luxemburgo, em visita à exposição “Aristides de Sousa Mendes, um cônsul português entre a consciência humana e a razão de Estado”, patente nos arquivos nacionais da cidade, para cuja inauguração a equipa tinha sido convidada pela Sousa Mendes Foundation, oportunidade à qual se acrescentou a partilha do projecto em duas escolas onde se ministra o Curso de Língua e Cultura Portuguesa, actividade planificada pelo coordenador de Ensino Português, Dr. Joaquim Prazeres. Sempre que solicitado, damos o nosso apoio aos mais variados eventos que tenham uma ligação à temática do projecto e, através da arte, em acções de cidadania, como no “Cordão Humano ASM” em 2014, na Grande Gala da ASM, nos EUA, em 2016, na atribuição da Grã Cruz da Liberdade, em 2017, pelo Presidente da República, e no apoio ao Teatro Musical “Aristides- o Musical”, da Contracanto Associação Cultural, com a criação dos passaportes do musical e da folha de sala no mesmo formato, um elemento da autoria da Josefa Reis, e que se tornou emblemático e simbólico como certificado de presença do Projecto UNESCO. Acrescentar, também, que temos investido, como forma de divulgação, na criação de material multimédia e gráfico. Exemplo disso é uma publicação anual, desde a criação do projecto em 2014, onde figuram todas as atividades, constituindo um registo de memória e partilha.

 

DB - O projecto "Dever de Memória" teve alguma influência na recente criação do projecto nacional "Nunca Esquecer"?

DC- O nosso Projecto UNESCO tem concretizado um trabalho de forma sistemática, desde a sua criação, em prol da memória, pelo que está estruturado em três eixos fundamentais: a formação, a educação e a divulgação/memória. O princípio de “não esquecer” foi sempre norteador nas várias acções realizadas na comunidade educativa, onde os trabalhos espelham a articulação entre as áreas de História e Artes. Temos também levado este projecto aos encontros de formação que temos frequentado, promovidos por diversos organismos, como Memoshoá, UNESCO, TOLI, Yad Vashem, Memorial de la Shoáh e Direcção-Geral da Educação, onde estão sempre presentes várias entidades oficiais. Quando foi anunciado o programa nacional “Nunca Esquecer”, aprovado em Conselho de Ministros, sentimos a alma cheia por sabermos que temos trilhado um bom caminho, que vamos partilhando nas redes sociais e no blogue do projecto. Acreditamos que o trabalho desenvolvido por todos, na senda da memória do Holocausto, é uma semente que dará frutos.

 

DB - Como responsável da equipa do projecto "Dever de Memória", que importância atribui ao projecto "Nunca Esquecer"?

DC- Para nós, este programa é da maior importância nacional e internacional. Estudar o passado para compreender o presente e prevenir o futuro é uma das orientações do projecto UNESCO do Agrupamento e acreditamos que é esse mesmo objectivo que move o trabalho proposto pelo programa “Nunca Esquecer”. Não há dúvida que é cada vez mais premente que se trabalhe esta temática! A integração de Portugal como membro permanente no IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance), em janeiro de 2020, e tendo em conta que, apesar da neutralidade face à 2ª Guerra Mundial, estivemos envolvidos no esforço do conflito, do lado nazi, como recentemente veio à luz pela investigação da equipa do professor Fernando Rosas, da Universidade Nova, facto desconhecido de muitos portugueses (como é exemplo a recente descoberta da história do tio-avô da colega Josefa Reis), assim como termos quatro “Justos entre as Nações” (Aristides de Sousa Mendes, Padre Joaquim Carreira, Sampaio Garrido e José Brito Mendes), facto muito expressivo num país tão pequeno como o nosso, justificam a criação desse projecto.

 

DB - O que espera daqui em diante deste novo projecto, de âmbito nacional? 

DC- Esperamos que as propostas de trabalho apresentadas no programa sejam concretizadas com sucesso. Os eixos de intervenção - educação, investigação, memória e divulgação - possibilitam o envolvimento de vários organismos institucionais e da sociedade civil. Todos os contributos enriquecerão a memória do Holocausto e a homenagem às vítimas e aos “justos”, mais do que merecida.

 

DB - A exposição “SER Consciência…30/1000 por 1VIDA, caminhos da MEMÓRIA” teria surgido sem o projecto "Nunca Esquecer"?

DC- Sim, era nosso propósito assinalar os 80 anos do acto de consciência de Aristides de Sousa Mendes, iniciativa que já estava estruturada no Plano Anual de Actividades 2019/20 do Agrupamento, como é habitual assinalar efemérides, no âmbito do projecto. Estava também delineada uma exposição que envolvesse a arte, num conjunto de iniciativas em formato de workshops, com os parceiros envolvidos no “Reviver o Passal…com Angelina e Aristides”, nomeadamente a Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato e a Fundação Aristides de Sousa Mendes, mas a sua estruturação foi alterada devido à pandemia. O conceito do “SER Consciência” começou com a criação do painel de azulejos, que se encontra no átrio da Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, em formato de livro de honra, e com o contributo para gravação do filme “L’héritage d’Aristides” de Patrick Séraudie, da Pyramide Production.

 

DB - O que é que a exposição vai mostrar?

DC - Vai materializar o evento do passado mês de Junho de 2020, para o qual contámos com o artista plástico Víctor Costa, de Coimbra, realizado em suporte on-line, devido às contingências provocadas pela pandemia Covid-19, que visou assinalar os 80 anos do acto de consciência de Aristides de Sousa Mendes, numa evocação do período da passagem febril dos vistos, dias 17, 18 e 19 de Junho de 1940. Essa materialização da exposição com o mesmo nome, à qual acrescentámos “caminhos da memória”, continua a contar com a colaboração de Víctor Costa, e mobilizámos outras parcerias, como a Câmara Municipal de Carregal do Sal, a Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato e a Fundação Aristides de Sousa Mendes, contando ainda com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO, da Direcção Geral da Educação e da comissária do programa “Nunca Esquecer”. Faz todo o sentido começar na Casa do Passal, pois, além do simbolismo do espaço, representa um privilégio para todos que pela arte se associam a mais um tributo a quem foi tão injustiçado. Nesta exposição estão representadas várias áreas artísticas, desde a pintura (óleo, acrílico, aguarela, café e outras), à escultura, à poesia, à música e ao cartoon, envolvendo artistas de vários locais, sobretudo nacionais, como Viseu, Coimbra, Porto, Figueira da Foz, Leiria, Aveiro e Lisboa, mas também do estrangeiro, nomeadamente dos EUA.

 

DB - Só um dia na Casa do Passal, não é pouco de mais para uma exposição com esse significado na antiga residência de Aristides?

DC- Este evento, num conceito minimalista, prima pelo simbolismo, não só do espaço, mas da valorização do momento. Trata-se de uma inauguração da exposição artística, representando o ponto de partida para outros locais de memória que acolheram refugiados portadores do visto de Sousa Mendes, constituindo uma ferramenta de reflexão nas diversas localidades da itinerância. O ideal seria que a exposição voltasse à Casa do Passal quando o museu for uma realidade, dado que a mesma será acrescentada com mais obras artísticas ao longo do seu percurso. 

 

DB - Que itinerário está prevista para a exibição da exposição?

DC - Da Casa do Passal irá seguir para o Núcleo Museológico das Escolas Primárias de Carregal do Sal, mantendo-se até meados de novembro. Está a ser tratada, com o apoio de vários artistas participantes, a sua mostra em Viseu, Figueira da Foz, Curia, Coimbra, Águeda, Porto, Leiria e Guarda ou Vilar Formoso, dependendo da receptividade das várias instituições em associarem-se a este projeto.

             

DB - Como desejaria que a exposição fosse vista?

DC- O ideal na apreciação de uma obra de arte é privilegiadamente o presencial, no entanto, dadas as circunstâncias de pandemia, pode ser difundida pelas plataformas virtuais. Temos a convicção de que a Arte, nas suas diversas expressões, é uma excelente ferramenta para reflexões e debates sobre os temas do Holocausto e dos Direitos Humanos. A intenção da exposição é levar os alunos, enquanto observadores, a construir novas narrativas sobre estes temas, desconstruindo estereótipos e preconceitos, numa abordagem do aprender a pensar e a fazer, desenvolvendo o espírito crítico e uma cultura de paz.

 

In “Farol da Nossa Terra”, 9 de outubro de 2020

segunda, 16 novembro 2020 16:02

Cansaço Pandémico

Um estudo da Organização Mundial da Saúde - OMS revela que o "CANSAÇO DA PANDEMIA" atinge já 60% da população. 

A "Fadiga da Pandemia" refere-se a um sentimento de sobrecarga, por nos mantermos constantemente vigilantes, e de cansaço, por obedecermos a restrições e alterações na nossa vida.  

A pandemia COVID-19 exigiu e exige de todos nós uma grande capacidade de adaptação. É natural que nos possamos sentir menos motivados para seguir as orientações e os comportamentos de protecção, após tantos meses a viver com limitações, sacrifícios e incerteza. É natural que nos sintamos cansados e fartos desta situação. 

Apesar do cansaço, é altura de redobrar esforços para combater o vírus. Os nossos comportamentos são críticos para conter a sua propagação e para nos protegermos a nós e protegermos os outros. É importante continuar a fazer a nossa vida, procurar atividades que aumentem o nosso bem-estar e, simultaneamente, minimizar o risco em todas as situações em que nos encontremos.  

 

COVID-19 - FADIGA DA PANDEMIA