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“Vamos desARRUMAR a OBRA” - O Azulejo Português.

No próximo dia 3 de Janeiro de 2018, estará patente no Museu Manuel Soares de Albergaria, uma exposição promovida pelas docentes do grupo 600, professoras Isabel Várzeas e Josefa Reis, que desenvolveram com os alunos do 9º ano do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, o projeto denominado “Vamos desARRUMAR a OBRA”-O Azulejo Português.

O projeto em questão foi explorado em 3 fases distintas mas que se complementam, sendo que as 2 primeiras foram executadas em formato bidimensional com a aplicação de conteúdos leccionados inscritos no registo simples do desenho livre e de observação, da interpretação e reinterpretação de ícone visuais através da pesquisa do tema, passando para a aplicação de construções básicas geométricas como a construção rigorosa de polígonos simples, arcos, espirais, simetrias, estruturas, aplicação de escalas e proporção, exploradas num mosaico em pintura aguarela. A ultima fase de desenvolvimento do projeto está realizada em formato tridimensional, onde os alunos criaram o azulejo, realizando a pintura recorrendo a material próprio da cerâmica e que terá como objetivo a participação dos alunos na criação do ”Painel da consciência”. Este painel, compõe uma das atividades planificadas pelo projeto UNESCO do AECS, aquando a receção de grupos visitantes à Casa do Passal  em forma de tributo a Aristides de Sousa Mendes. As fases do projeto desenvolvido permitiu ao aluno, explorar a plasticidade de alguns objectos e materiais, aplicando para o efeito técnicas diversas existentes no campo das artes. A maioria dos alunos envolvidos, avaliou de forma muito positiva o projeto, pois este, embora complexo, permitiu ampliar os seus conhecimentos, a preservação daconsciência histórica e cultural e cultivar a sua disseminação.

A exposição estará patente de 3 a 24 de janeiro.

Contextualização do elemento -Azulejo

O elemento artístico designado por azulejo é por norma, uma peça de cerâmica de pouca espessura, geralmente, quadrada, vidrada de um dos lados, resultado da cozedura de um revestimento de esmalte, que se torna impermeável e brilhante. O azulejo é geralmente usado em grande número como elemento associado à arquitetura em revestimento de superfícies interiores ou exteriores ou como elemento decorativo isolado.

Os temas oscilam entre os relatos de episódios históricos, cenas mitológicas, iconografia religiosa e uma extensa gama de elementos decorativos (geométricos, paisagístico, etc) aplicados a parede, pavimentos de palácios, jardins, edifícios religiosos (igrejas, conventos), de habitação e públicos. Elemento introduzido em Portugal a partir de sec. XV (através de Manuel I em 1498) com influência trazida de Espanha (Saragoça, Toledo e Sevilha) e que vai ornamentar O Palácio Nacional de Sintra- 1ª amostra dessa manifestação artística-representação de grandes painéis com motivos vários.

Os padrões geométricos aparecem introduzidos pelo Clero, como alternativa menos dispendiosa e que serviam de ornamento nas igrejas (reprodução em grande escala).Estes eram de tom monocromático, azul e branco ou verde e branco e serviam de enquadramento aos painéis criados com motivos da época. Encontramos vários monumentos arquitectónicos por todo o território de Portugal, que caracterizam uma determinada época, com influencias desde o Rococó, Romantismo, Neoclássico ao Contemporâneo, transformando o azulejo como uma manifestação artística/cultural do nosso Pais. O processo de execução passou desde a manufactura artesanal ao processo industrial, sendo que as principais fábricas portuguesas de produção de azulejos, na segunda metade do século XIX, foram: a Fábrica Roseira, a Fábrica da Calçada do Monte e a Fábrica Viúva Lamego - em Lisboa; a Fábrica de Santo António do Vale da Piedade, a Fábrica de Massarelos, a Fábrica do Carvalhinho e a Fábrica de Cerâmica das Devesas - no Porto / Vila Nova de Gaia.

Texto e fotos

Josefa Reis

 

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quarta, 03 janeiro 2018 10:16 In Notícias AECS