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“Pensar Alto” promoveu reflexões sobre a inutilidade

                A já tradicional atividade intitulada “Pensar Alto”, promovida pelo Clube de oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, orientado pela professora Carla Marques, subordinou-se este ano ao tema “Mas, para que é que isto me serve, afinal? Reflexões sobre a inutilidade”. A sessão pública teve lugar na Fundação Lapa do Lobo e contou com uma sala cheia que acompanhou com muito interesse as ideias apresentadas pelos alunos.

                Ao longo da noite, refletiu-se sobre o conceito de utilidade /inutilidade, que, numa perspectiva dicionarística, se relaciona estreitamente com a noção de proveito. Várias propostas orientaram-se no sentido de, em diversos planos, se afigurar importante que socialmente as práticas humanas não se reduzam ao excessivo pragmatismo. Os participantes reflectiram sobre várias causas/consequências associadas ao papel que a sociedade atribui a este conceito. Entre elas, referiu-se a sua importância decisiva na escolha de um curso, de uma profissão, ou nos resultados escolares, e no consequente abandono de uma orientação mais humanista, que parece cada vez mais relegada para segundo plano, se não mesmo esquecida. Analisou-se também a necessidade obsessiva de rotular tudo como útil ou inútil, o que conduz muitas vezes o Homem a deixar de lado atividades que o completam, tais como a leitura, o desporto, qualquer outra manifestação cultural ou simplesmente de lazer. Enfim, tudo o que se revelar pouco proveitoso do ponto de vista monetário. Para além destas reflexões nucleares, ainda se abordaram temas relacionados com a inutilidade de Deus, do dinheiro, do sistema de avaliação português, do preconceito, das decisões não partilhadas e da própria vida quando não orientada para a construção da realização pessoal e da felicidade.  Na sequência das ideias dominantes ao longo da sessão, propôs-se, assim, um novo conceito a introduzir no dicionário: «Útil: aquilo que traz felicidade ao Homem».

                Após um conjunto de profundas e diversificadas reflexões apresentadas por alunos do 10.º ao 12.º anos de escolaridade, ficou evidente que a promoção da capacidade de reflexão, exigida pelo “Pensar Alto”, é um contributo fundamental para o desenvolvimento da competência de pensar e de analisar as questões polémicas com que o ser humano constantemente se depara e ainda para a competência de defesa das ideias pessoais no espaço público, como forma de promoção ativa da cidadania.

Também assim se preparam os jovens para o sucesso, a responsabilidade e a realização pessoal. 

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terça, 06 junho 2017 14:02 In Notícias AECS