Ação de sensibilização “Violência no Meio Escolar (Bullying/Ciberbullying)”

No passado dia 8 de março, realizou-se, na Escola Secundária de Carregal do Sal, uma sessão de sensibilização subordinada ao tema “Violência no Meio Escolar (Bullying/Ciberbullying)”. Esta ação foi dinamizada pelo Núcleo da Escola Segura do Destacamento da GNR de Santa Comba Dão, sendo dirigida aos alunos com currículo específico individual. Além dos alunos, também estiveram presentes os respetivos professores de Educação Especial, Alice Proença, António Gonçalves, Conceição Veiga, Maria de Fátima Monteiro, Yolanda Alves e Sílvia Alves e ainda a terapeuta da fala, Andreia Santos.

O Cabo Ricardo Sousa começou por apresentar um vídeo, a fim de clarificar, de uma forma simples e prática, o significado da palavra Bullying. Os participantes (alunos, professores e terapeuta) mantiveram-se atentos e interessados perante a explicação do agente que, de uma forma simples e acessível, chamou a atenção para os sinais de alerta da vítima, que podem ocorrer a nível social (ex.: isola-se, aparenta solidão, prefere a companhia dos adultos à dos colegas…), físico (ex.: perde o apetite de comer, queixa-se de que está doente, torna-se desastrado, apresenta lesões…) e emocional/comportamental (ex.: nervoso, ansioso, preocupado, inseguro, baixa autoconfiança/autoestima, mal-humorado, recusa ir à escola…). Falou--se do quão importante é que a vítima de bullying fale com os pais, irmãos e/ou com os professores. Os pais da vítima devem dirigir-se à escola do seu educando e comunicar o sucedido. Deve porém, evitar-se comportamentos que possam trazer medo à vítima e irritar o agressor.

Relativamente à expressão, cyberbullying, foi dada a explicação de que decorre da junção de cyber, relativo ao uso das novas tecnologias (ex: internet e telemóveis) e bullying. Os nossos alunos ficaram a saber que o cyberbullying ocorre, quando por exemplo, “…um adolescente se esconde atrás do anonimato da internet ou do telemóvel e intencionalmente: provoca, intimida, ameaça, atormenta, importuna, humilha, goza ou amedronta…”. O cabo Ricardo Sousa explicou que estas ofensas praticadas através destes meios são semelhantes às agressões físicas, são consideradas ilegais e os seus efeitos podem ser irrecuperáveis e persistir durante toda a vida da vítima. Assim, para nos protegermos deste perigo, devemos ter certos cuidados tais como: não partilhar os dados pessoais, não divulgar as passwords, não partilhar informações, fotografias e filmes desagradáveis, não responder a mensagens ou emails humilhantes e desprezíveis, não abrir emails suspeitos ou desconhecidos, ser bem-educado e civilizado quando se está online, bloquear as pessoas que praticam cyberbullying, consultar o Portal Bullying – http://www.portalbullying.com.pt, entre outros…

Para finalizar, os presentes foram levados à reflexão sobre os chavões:

“Não permitas que o bully (o agressor)te faça sentir infeliz e miserável. Denuncia!”

“Não faças aos outros o que não gostas, nem queres que te façam a ti. Dá o exemplo.”

 

 

Carregal do Sal, 14 de março de 2017

O Departamento de Educação Especial

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sexta, 17 março 2017 10:03 In Educação especial