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segunda, 21 dezembro 2015 08:53

“CES vai à Escola”

"Aprender Gramáticas da dignidade humana: para uma escola geradora de justiça cognitiva e social"           

              No dia 14 de dezembro, a partir das 14.05 horas, na Escola Secundária, decorreu uma sessão dinamizada pelo Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Esta iniciativa foi promovida pela Coordenação do Programa Parlamento dos Jovens – do Básico e do Projeto UNESCO, tendo como objetivos:desenvolver os valores inerentes a uma cidadania interventiva e responsável no respeito pelas diferenças e sensibilizar para a problemática do desrespeito pelos direitos humanos universais. Visava, ainda, preparar os alunos, que constituem as listas concorrentes, para a participação no referido programa, cujo tema é “Racismo, preconceito e discriminação”, principal público-alvo, para além dos alunos do 9º A e das turmas de Línguas e Humanidades e de Artes Visuais, do Secundário.

          Na abordagem, o Dr.Adriano Moura partiu de uma leitura crítica dos Direitos Humanos, procurando suscitar a reflexão acerca das possibilidades destes se transformarem num guião de justiça cognitiva e social, no âmbito da comunidade escolar, especificando o conceito de “gramáticas” da dignidade humana, que justificou pelo facto de, para além da Declaração Universal dos Direitos Humanos- criada em 1948, após as atrocidades no contexto da 2ª guerra mundial - termos que ter em conta outras resoluções e cartas de vários países e culturas que consagram, igualmente, os direitos do homem.

          Neste sentido, as/os alunas/os foram convidadas/os a pensar nas implicações e mudanças práticas que os direitos humanos podem ter no ambiente escolar, nas aprendizagens e nas vivências do dia a dia. O orador afirmou que, sendo certo que escola não pode resolver todos os problemas da sociedade, urge perspetivar a comunidade escolar como espaço natural de aplicação de gramáticas da dignidade humana, originando processos de justiça social e promovendo a esperança às crianças e aos jovens, enquanto agentes transformadores da realidade.

          No espaço de debate, o alunos colocaram questões pertinentes e atuais, relacionadas com a questão do confronto de valores, dos problemas transnacionais, como o terrorismo e o (re)acender das clivagens sociais e étnicas, de tal modo que o tempo previsto para a sessão foi ultrapassado, o que permite concluir que foi uma sessão muito profícua.

Dores Fernandes, Helena Romão e Josefa Reis (Fotos)

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