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terça, 26 maio 2015 15:43

PALESTRA “DIÁLOGO INTERCULTURAL E INTERRELIGIOSO”

No dia 22 de maio, decorreu, na Escola Secundária, uma Palestra subordinada à temática “Diálogo Intercultural e Interreligioso”, no âmbito do Projeto UNESCO - Memória e Dever de Sustentabilidade - com os objetivos de comemorar o Dia da Diversidade Cultural e evocar a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade de Expressões Culturais.

Após a abertura solene pelo Diretor do Agrupamento, que proferiu uma palavra de apreço pela iniciativa e de gratidão aos oradores, a apresentação começou por uma “viagem” a Timor Leste, guiada pela Dra. Regina Azevedo, que, com base na sua vivência durante algum tempo neste país, caraterizou, de forma entusiástica e cativante, os aspetos mais marcantes da cultura deste povo, nomeadamente a sua hospitalidade e interculturalidade. Realçou, com grande simplicidade, a diversidade cultural como uma riqueza da humanidade e como elo para o diálogo e para a paz entre os povos.

Já pela cultura, gastronomia, tradições e música moçambicanas, foi pela mão do Dr. Amândio Delalande, um moçambicano radicado na nossa região, que viajámos, tendo mesmo oportunidade de visionar as danças tradicionais e conhecer artefactos deste povo, através de uma mini exposição na Sala dos grandes grupos. O seu entusiasmo e alegria, notórios pela forma apaixonada como apresentou o seu país, contagiaram a plateia, constituída por alunos de 9º, 10º e 11º anos, que nem deu pelo tempo a passar.

Sobre diálogo interreligioso, o preletor Nuno Santos fez uma abordagem relativa à perspetiva de Raimon Panikkar, nome cimeiro da tese de que o diálogo entre religiões emerge como o grande desafio para o séc. XXI. O orador afirmou o pluralismo religioso, a singularidade e o valor da diversidade, como dados irrenunciáveis e irrevogáveis.Referiu-se, ainda, ao pensamento e à ação do Papa Francisco, no sentido de estabelecer “pontes” com as demais religiões, ao manifestar que, apesar das diferenças, é possível o respeito mútuo e a amizade, o que adquire um significado especial e importância acrescida no tempo de crise que vivemos. Ainda segundo o Papa, o mundo espera, de todos aqueles que afirmam adorar um Deus, que sejam defensores da paz, capazes de viver como irmãos, apesar das diferenças étnicas, religiosas, culturais ou ideológicas.

O veloz fluir deste final de tarde foi de tal ordem que não sobrou tempo para o debate, mas ficou matéria para reflexão e a esperança de que a semente do diálogo e da cooperação germinem no pensamento dos adolescentes deste auditório.

Texto: Dores Fernandes
Fotos: Paula Teles

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